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terça-feira, 31 de maio de 2011

Relato da professora Nilcimar, da EM Sampaio Correa, sobre o envolvimento dos alunos da turma 1401 - e dos pais! – com as aulas de Rochas e Minerais

Logo ao iniciar o ano, ficou visível o interesse dos alunos pelas aulas de Ciências. Eles contagiaram as famílias, que uniram curiosidade e envolvimento com o processo de aprender com os filhos. No primeiro momento, o objeto de estudo foi a palavra “rocha”, não pela sua definição em dicionário, mas sim pela explicação científica. Os alunos orgulhosos explicavam aos pais e davam exemplos de uma pedra e de uma rocha, salientando a composição da segunda: “Mica, Feldspato ou Cristais de quartzo são materiais que podem compor as rochas”.

Os pais, orgulhosos, conversaram sobre o assunto em local de trabalho, achando o máximo, e ouviram o seguinte comentário: “seu filho é da Rede Pública e está em um nível de aprendizado à frente do meu, que estuda na Rede Particular de ensino”.

Eu, enquanto professora, fico muito feliz em ouvir os relatos dos meus alunos e seus familiares. Eles nos dão a sensação de dever cumprido, pois percebo que meus alunos estão se apropriando do objeto de estudo e agregando conhecimento.

Nilcimar N. dos Santos 10/232591-8

Parabéns pelo trabalho, Professora!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Relato da professora Kátia Regina Santos da Silva, da EM Presidente Roosevelt

É sempre bom trocar experiências! Vejam a seguir o relato que a professora Kátia Regina Santos da Silva, da EM Presidente Roosevelt, nos enviou sobre seu trabalho com a unidade Ciclos de Vida na turma 1304:

“Minha turma é muito agitada e com alguns problemas de indisciplina, além de estar em processo de alfabetização. Logo notei que ao estudar a unidade Ciclos de Vida, do programa CTC, a turma se organizava, se concentrava, participava e interagia.

Foi “mágico” observar a atenção na contagem das minhocas e perguntas significativas acerca dos conceitos trabalhados, o envolvimento na montagem do minhocário, enfim, poder constatar como eles compreenderam o significado de metamorfose e da extinção, levando para casa os temas trabalhados e trazendo exemplos e vídeos como o do filme “Rio”, que trata da extinção das araras.

Também aproveitei o tema dengue para trabalhar questões como higiene e saúde pública, associando à atualidade e buscando o envolvimento do grupo para disseminar questões como exterminação de focos do mosquito em casa e nos arredores.

Outro ponto que foi muito interessante e os impressionou bastante foi poder observar o ciclo de vida das rãs e das galinhas e perceber que não só nós, seres humanos, apresentamos determinadas características.

Enfim, trabalhar em equipes com o material oferecido fez com que os alunos se sentissem parte integrante do processo e se envolvessem e participassem ativamente. E isso é tão interessante que quando preciso chamar a atenção da turma é só pronunciar as palavrinhas mágicas “aula do Cientistas do Amanhã” e todos param, ficam aguardando qual será o tema em questão. Sempre busco utilizar os temas, palavras e ilustrações como auxiliares na construção das aprendizagens.

O trabalho rendeu tão bem que consegui terminar todas as aulas da unidade antes da avaliação bimestral com um ótimo resultado para a turma, tornando assim o desenvolvimento dos alunos mais efetivo.

Portanto, trabalhar o programa com minha turma tem me proporcionado muita satisfação e prazer. Ver meus meninos acompanhando e descobrindo questões que pareciam tão distantes deles tem sido muito gratificante para mim com educadora.

Kátia Regina Santos da Silva.

Matrícula 10/260.123-5”


Se você é professor, aluno ou gestor de alguma escola participante do Programa e quiser publicar um relato sobre sua experiência com o Cientistas do Amanhã, envie um email para cientistasdoamanha@sangari.com com seu nome completo, telefone, escola, função e o texto. Sua participação será muito bem-vinda!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Professora narra o sucesso do CTC na sua turma de alfabetização

Caderno Com muito entusiasmo e alegria, a professora Izabel Mattos, da Escola Municipal Professora Maria Cerqueira e Silva, localizada em Manguinhos, Zona Norte da Cidade do Rio de Janeiro, escreveu emocionante carta para o Blog, compartilhando sua cativante experiência com o Cientistas do Amanhã.

“Sou docente da E.M. Professora Maria de Cerqueira e Silva e gostaria de relatar em algumas linhas a relevância de um trabalho de equipe quanto ao planejamento das aulas no projeto Cientistas do Amanhã.

Leciono para uma turma de Período Inicial e trabalhamos a Unidade ‘Luz, Cores e Sombras’; achei um riquíssimo material e uma oportunidade ímpar para os alunos, principalmente os que temos, oriundos de classe popular, terem acesso ao conhecimento e poderem construí-lo de forma tão prática e real.

Todas as aulas do módulo foram realizadas graças ao planejamento conjunto e apoio que uma professora ofereceu à outra num trabalho de constante troca e interação entre os professores. Assim como os alunos, nós, professores, também temos facilidade em alguns assuntos e em outros não, e este foi o diferencial que deu certo para que o trabalho fosse desenvolvido em todas as turmas da mesma forma. Desde a montagem de algum material para a aula até a pesquisa ao livro do professor nos tempos vagos, foram realizados em equipe, garantindo o acesso e a construção do conhecimento por todas as turmas igualmente.

Um outro ponto que gostaria de relatar foi a mudança de atitudes e de linguagem dos alunos ao fim a Unidade. Passaram a entender a ‘energia’ de outra forma e a se referirem à mesma de modo mais consciente, passaram a perceber melhor seu próprio corpo e a sombra por ele produzida.

Gostaria ainda de sinalizar a abrangência das aulas até mesmo para os alunos especiais; por exemplo, na aula 6, cuja tarefa era observar e registrar o tamanho das sombras, pude observar que meu aluno Cauã Ricardo, que possui alguns comprometimentos, pôde alcançar os objetivos da aula. Foi bastante gratificante. Embora eu ache que o tema poderia ser lançado no 3º trimestre, quando os alunos já estão mais maduros, gostei bastante e acho que nenhuma aula volta vazia, ou seja, sempre se constrói algum conhecimento e é muito legal saber que as crianças gostam das aulas e ficam eufóricas quando me dirijo ao ‘armário azul’.”

Parabéns, professora Izabel, pelo belíssimo trabalho em que o esforço solidário e integrado da sua escola resultou.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Escola divulga melhores momentos com o CTC

Escola Municipal Mário Piragibe, da 6ª Coordenadoria Regional de Educação, mostra em seu blog fotos de alguns momentos marcantes das experiências com o Programa Cientistas do Amanhã. Clique na foto e confira.

Para saber como enviar a experiência da sua escola, clique aqui.

Para críticas ou sugestões, fale conosco.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Relato da professora Adelia Azevedo, do CIEP Patrice Lumumba (3ª CRE), sobre a experiência com o Programa Cientistas do Amanhã

“Educar significa formar para a autonomia,isto é, para se autogovernar.” (Gadotti,1999)
*ADELIA AZEVEDO
O projeto Cientistas do Amanhã oferece aos alunos e professores não somente ferramentas específicas para o estudo das ciências, mas principalmente estímulo e oportunidades ao desenvolvimento acadêmico, priorizando uma abordagem multidisciplinar.
No corrente ano letivo, o projeto Cientistas do Amanhã está me oferecendo tranqüilidade de trabalho em relação ao ano letivo de 2009, quando tivemos problemas porque o tempo foi muito curto para a realização das 16 aulas da Unidade. O trabalho ficou inacabado, não permitindo que os alunos percebessem que a Unidade trabalhada (Ar) teria início, meio e fim, através dos diferentes experimentos e leituras.

domingo, 21 de março de 2010

Mestre Naidê Pereira vence o medo e o resultado é maravilhoso

No magistério há 22 anos, a educadora Naidê Abbade Lemos Pereira relata como superou o medo e começou as aulas do projeto Cientistas do Amanhã nas turmas de 3º e 5º anos das quais é regente, na Escola Municipal Fernando Maximiliano (Santíssimo, Zona Oeste do Rio), da 8ª Coordenadoria Regional de Educação.
"A princípio levei um susto, quando a minha diretora, Jaqueline, durante a reunião nos contou sobre o projeto e as experiências que deveríamos fazer com os alunos, inclusive de manipular minhocas. Eca, que horror! Então, uma mistura de raiva, medo do desconhecido e do novo tomou conta de mim.

terça-feira, 9 de março de 2010

Alunos da professora Simone Corrêa exploram todas as disciplinas estudando o solo

Quem, dessa vez, nos relata cheia de orgulho sua experiência com os Cientistas do Amanhã é a professora Simone Corrêa, que dá aula para o 3º ano, no Ciep Posseiro Mário Vaz, localizado em Guaratiba (10ª Coordenadoria Regional de Educação). Sem pausa, elas nos prende com o seu relato: 
"A chegada do material de Ciências trouxe maior interesse pelas aulas em todas as disciplinas. Com as atividades de observação dos tipos de solo, produção de textos, cálculo de massa, divisão de porções, todas as disciplinas foram contempladas e, hoje, giram em torno do "armário azul", rico em possibilidades e descobertas. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Escola Municipal Canadá: experiências com as ciências e a criatividade

Tutora do Cientistas do Amanhã, a educadora Maria da Glória socializa conosco belas experiências desenvolvidas na Escola Municipal Canadá (no Estácio), que pertence à 1ª Coordenadoria Regional de Educação da Prefeitura do Rio.  
Em seu relato, a entusiasmante Tutora destaca depoimentos de três professores dessa Unidade de Ensino, na qual, com o Cientistas do Amanhã, estão revolucionando o ensino das ciências na sua Escola: Fátima Melo (turmas 1401 e 1201), Nelma Souza (turma  1101) e Sarahy Buás (turma 1501), ambas do primeiro segmento do ensino fundamental.
Das aulas da turma 1401 (Unidade Tempo e Clima), a professora Fátima lembrou que, a partir da Aula 3, seus alunos se tornaram mais bem motivados quanto à coleta de dados na estação meteorológica e posterior registro no calendário do tempo, com uso do adesivo. Durante a Aula 6, os alunos se surpreenderam com a simulação da chuva, para compreender o funcionamento do pluviômetro.
Quanto ao tipo de trabalho desenvolvido também pela docente na turma 1201 (Unidade Ar), a professora chama a atenção para duas aulas que geraram grande interesse e participação da turma: a Aula 2 e a Aula 4, as quais geraram grande interesse e envolvimento dos alunos, a partir do que fizeram muitas previsões para a comprovovação da existência de ar no solo e elaboraram hipóteses a cerca da realização da experiência.
 Já a professora Nelma Souza revelou que, na Aula 8, pôde constatar com seus alunos - esticando o barbante - que a luz realmente se propaga em linha reta, o que os motivou na experiência também com laser. Na Aula 12, ampliando os estudos anteriores, fascínio com a visão das sombras colorias produzidas.
Por fim, Maria da Glória pede-nos a atenção, também, para a professora  da 1501 (Unidade Terra, Sol e Lua), a Sarahy Buá, segundo a qual seus alunos ficaram encantados com a bússola.

Quando leram que a bússola tinha que ficar longe de qualquer estrutura metálica ou magnética, resolveram testar e constatar o que aconteceria com o objeto próximo a objeto metálico. Diante de uma tesoura, a agulha da bússola girou sem parar. Diante do que aconteceu, os alunos acharam o máximo.

É assim, nas Escolas do Rio, o Cientitas do Amanhã - com ciência e criatividade! A Escola Canadá é exemplo vivo disso e merece nossos fortes parabéns!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Cientistas do Amanhã recebe reforço de grêmio escolar e professor readaptado na República Dominicana


Hoje, por telefone, tivemos o prazer de conversar com a professora Selma Machado Felipe, Coordenadora Pedagógica da Escola Municipal República Dominicana (Madureira, Zona Norte do Rio), da 5ª Coordenadoria Regional de Educação. Nessa conversa, a CP nos falou sobre a iniciativa de publicar, no boletim interno da Unidade, uma matéria feita pelos alunos do grêmio escolar sobre o Cientistas do Amanhã.



BLOG: De onde surgiu a ideia de fazer um boletim da escola?
CP: A prática é antiga na nossa Escola, mas ficou interrompida por um tempo, com a aposentadoria da professora Elizabeth, que cuidava do jornalzinho.

BLOG: Quem é o responsável, hoje, pelo jornalzinho de vocês?
CP: É a professora readaptada, também veterinária, Rosele. Ela se reúne com os alunos do grêmio e, juntos, montam a pauta das matérias.
BLOG: Qual é o objetivo desse jornal?
CP: É explorar curiosidades, diferentes gêneros de leitura (como artigos), para trazer o texto para  mais perto das crianças.
BLOG: E qual a repercussão?
CP: Os alunos se sentiram prestigiados, seja porque autores do boletim ou porque parte da notícia, já que os seus nomes aparecem nas criações deles em parceria com a professora Rosele, que desenvolve esse trabalho com muito entusiasmo.
BLOG: Por que falar sobre o projeto Cientistas do Amanhã no boletim?
CP: A ideia de escrever sobre o projeto surgiu dos próprios alunos, que estão bem animados com todas as experiências com as ciências que os professores estão desenvolvendo em sala de aula. Escrever no jornal sobre o que eles estão gostando de fazer, junto com seus professores, também foi uma forma que encontraram para agradecer e registrar a nossa satisfação. 

Como nos contou um Tutor em um relato anterior, a criatividade dos professores é indescritível e impressionante. E a iniciativa dos alunos da E.M. República Dominicana reflete bem essa certeza. Parabéns, meninos e meninas, professores e funcionários, que estão tendo a oportunidade de vivenciar uma outra atividade fundamental na escola: a experiência com a leitura.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ciep Doutor Antoine Magarinos Torres Filho tem exemplos bem sucedidos

Recentemente, quem voltou a escrever para o Blog foi a Tutora Keeth Gomes do Cientistas do Amanhã, a fim de registrar o entusiasmo das professoras Ana Dias e Elane do Ciep Doutor Antoine Magarinos Torres Filho (Tijuca), da 2ª Coordenadoria Regional de Educação. As docentes trabalham no 2º Ano do Ciclo com o tema "Ar" e têm deixado seus alunos muito entusiasmados com as aulas de Ciências, sempre marcadas pela participação ativa das crianças, as quais, com a ajuda de suas educadoras, aprendem formular hipóteses.

Educadora Lúcia Prata assegura que Cientistas do Amanhã favorece o trabalho interdisciplinar e desperta o interesse dos alunos

A Professora Lúcia Prata tem vários anos de intenso trabalho dedicados à educação pública da Cidade do Rio de Janeiro e, enquanto não é publicada sua aguardada aposentadoria, desempenha a docência com entusiasmo na Escola Municipal São Domingos (Del Castilho, Zona Norte do Rio), que faz parte da 3ª Coordenadoria Regional de Educação.

“Meu nome é Lúcia Prata, sou professora da Escola Municipal São Domingos, aguardando publicação da aposentadoria e querendo deixar um registro sobre o 'Cientistas do Amanhã'. Este realmente é um projeto que viabiliza o aprendizado do aluno em sua total essência. A criança participa, executando os experimentos com intensa satisfação e muita curiosidade. Durante o desenrolar das aulas, no nosso caso específico, sobre "O Solo", também houve uma observação interessante, que foi uma crescente aproximação afetiva entre os próprios alunos e o professor, norteando uma colaboração e uma troca infinita de possibilidades. É um projeto que atua interdisciplinarmente, despertando o interesse do aluno e resgatando sua autoestima. Estou deixando o magistério, mas seria muito gratificante saber que futuramente as crianças continuarão usufruindo deste tão sério e competente Projeto."

Excelentes apontamentos, Mestra Lúcia, que nos orientam sobre um ensino contextualizado na sala de aula, onde podemos criar infinita possibilidade interações com o conhecimento científico, vencendo obstáculos e superando limites encontrados dentro e fora dos muros do dia-a-dia da escola.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Incrível professor do Ciep Dr. Bento Rubião da Rocinha ensina transformar limão em limonada com aulas de ciências

Poucas pessoas têm a possibilidade de sentir orgulho de onde trabalham. O professor Jarley é dessas raridades e forneceu para o Blog, carinhosamente, um relato que revela detalhes dos seus sentimentos e pensamentos em relação à sua experiência bem-sucedida com o Projeto Cientistas do Amanhã no Ciep Dr. Bento Rubião (Rocinha, RJ), que faz parte da 2ª Coordenadoria Regional de Educação.
"Recordo-me que, pelos corredores da Escola, se comentava de um curso que haveria, num sábado, para falar sobre um projeto de ciências que a Prefeitura ia implantar na Rede. Imediatamente, pensei:  “Curso no sábado?  É o dia inteiro? Caramba, logo sábado, dia de descanso... Será obrigatório?”

Para ler o artigo crítico do professor na íntegra, clique na imagem abaixo.


Para saber como foi, em detalhes, cada aula do educador Jarley no desenvolvimento da Unidade Ar, clique na imagem abaixo.




























































Professora Fátima revela o fascínio dos alunos com a chegada dos Cientistas do Amanhã na E.M. Armando Fajardo

Mestre Fátima dos Anjos, da Escola Municipal Armando Fajardo, localizada no bairro Cordovil, Zona Note da Cidade do Rio de Janeiro, escreveu gentilmente para o Blog, a fim de contar com ricos detalhes quais foram os facilitadores e dificultadores na implementação do Projeto Cientistas do Amanhã em sua Escola, que integra a 4ª Coordenadoria Regional de Educação.
"Sou Professora Fátima e as turmas da escola onde leciono, junto com a Professora Bianca, não são diferentes da maioria das outras escolas. Localizada em uma comunidade carente, as crianças apresentam características e necessidades individualizadas.
Acompanhamos estas turmas desde o ano passado e formamos uma dupla que deu certo. Costumamos dizer que ela é organizada e eu, a criatividade.
Devemos confessar que resistimos à ideia de implementar o Projeto Cientistas do Amanhã, principalmente após a Tele-Conferência. Tudo parecia tão distante da realidade da comunidade onde trabalhamos.
A Profª Bianca também leciona para uma turma de Período Final do Ciclo, cujo Tema é solo. Ficamos em salas diferentes e, no intervalo, ela já havia calculado quantos dias seriam necessários para contemplar nossos alunos com todas as aulas. Mesmo resistindo, teríamos que seguir em frente. Recuar não é a solução!
Às vésperas de nosso recesso de julho, fomos realizar a segunda parte do curso na Faculdade Estácio de Sá. Na verdade, estávamos cansadas e loucas por uma semana de calma. Finalmente, teríamos acesso ao "Bicho Papão Azul" (o armário). Outra vez ficamos separadas e eu fui a única de minha Escola que foi para o Tema Ar. Na sala, conheci o Márcio, o qual, mesmo diante da resistência de um grupo de professores, conseguiu me contagiar com a ideia de "uma nova ciência". Pensei no rostinho das crianças ao perceberem que não teriam mais os tradicionais livros de Ciências, mas que, literalmente, seriam cientistas por algumas horas. Também me sentia insegura. Como usar todo aquele material com crianças que são educadas de forma tão diferente uma das outras com relação à convivência em grupo?
Ainda na sala, comecei a pensar em como poderíamos organizar o planejamento de forma fácil, prática e objetiva.
Fiquei decepcionada ao saber que não havia um Diário do Aluno padronizado e que poderíamos utilizar folhas, cadernos separados ou o próprio caderno do aluno. Decidi, naquele momento, que pensaria em uma forma prazerosa para meus alunos realizarem os registros. Logicamente, não poderia faltar minha outra parte: a Profª Bianca. Com sua organização, poderíamos colocar em prática minhas ideias. Estávamos às vésperas do recesso de julho e tínhamos pouco tempo.  A Profª Bianca também havia ficado empolgada, mas lamentava o mesmo que eu: a chegada do Projeto só no 2º semestre.
Após mostrar à Bianca mina ideia de utilizar o próprio caderno que recebemos no curso - para realizar o planejamento -, estruturando-o de uma forma diferente da apresentada pela Sangari, começamos a pensar em como confeccionar o Diário do Aluno e resolvemos personalizar as folhas, com desenhos relacionados à natureza, margens trabalhadas e dividido em duas partes: uma para os registros escritos e a a outra para atividades leves, como: desenhos, pinturas, recorte e colagem, ilustrações científicas etc.
Entrando no recesso com tudo esquematizado. Fomos mantendo alguns contatos durante este período. Para cada aula planejada, Bianca preparava as folhas necessárias para o registro e atividade relativa ao Tema. Em cinco dias, já tínhamos até a 7ª Aula pronta. Bianca sugeriu a Aula Zero, onde planejei um momento para o aluno saciar sua curiosidade, explorando o armário e o livro, registrado no Diário suas ideias com relação à nova forma de estudar Ciências e que objetos mais chamaram sua atenção. Em cima da ideia da Bianca, resolvi planejar mais uma aula ao final, onde crianças poderiam comparar suas expectativas iniciais com o que aconteceu e sugerir de que forma poderíamos melhorar as aulas. Minha ideia era enviar as sugestões dos alunos para Sangari.
Ao retornarmos do recesso, apresentamos o que organizamos à Direção, Coordenação e demais professores, que decidira adotar o modelo de planejamento e de Diário do Aluno. Lamentavelmente, o início da aulas foi adiado, os armários também chegaram depois, o conteúdo necessitava ser reposto, centros de estudos com datas alteradas e ficamos um pouco desanimadas. No dia 12/11, demos nossas primeiras aulas, unindo alguns capítulos. Terminei o dia exausta e confesso que não consegui realizar as três aulas propostas para aquele dia, mas a alegria no rosto de meus alunos foi algo que me fascinou: sentados em grupo, me surpreenderam com questionamentos, colocações, interesse por objetos como a "Pisseta", o capricho ao realizar as atividades e o número muito menor de confusões que precisei resolver. Diante da reação deles, não me importei em não ter conseguido dar todas as três aulas, pois responder a seus questionamentos valia muito mais. Dei continuidade, no dia seguinte, e minhas duas turmas estavam lotadas. Ao final, ouvi um grupo conversando: 'Não podemos faltar na quinta-feira mais, porque o Prefeito mandou o material certo e quem faltar a Tia não vai poder fazer outro dia. Foi muito bom e eu não quero perder nada'. Completado por outro aluno: 'Eu me senti um cientista de verdade'.
Não sei como você, Professor, está reagindo a este Projeto, mas garanto que na primeira aula eu confirmei o que o Márcio disse: 'Em Ciências não há uma resposta pré-estabelecida, não há erros e sim respostas diferentes a uma mesma experiência'.
Na vida não há receitas para acertarmos, nem como pessoa, pais, filhos e profissionais, mas há a vontade de tentar. Esse é o primeiro passo para quem está assustado com o novo: Cientistas do Amanhã. TENTE!!!!"
Dosado na crítica e filiado ao otimismo, o relato das experiências compartilhadas pela regente Fátima Anjos (em parceria com a professora Bianca) sinaliza para gestores e educadores possibilidades para ajudar a transformar em realidade o uso do "armário azul" em mais salas de aula das Escolas Municipais do Rio de Janeiro.
Parabéns, Dupla Perfeita, pela mobilização e pelas inovações.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Projeto Cientistas do Amanhã conquista Mestre e Alunos do Ciep Hildebrando de Araújo Góes

Em um depoimento entusiasmado enviado ao Blog, a educadora Aline Pavão, do Ciep Hildebrando de Araújo Góes, pertencente à 10ª Coordenadoria Regional de Educação, decide romper o silêncio e socializar com a Rede de Escolas do Município do Rio de Janeiro sua confiança e otimismo nos resultados que já pode observar, durante a implementação do Projeto Cientistas do Amanhã, em sua Unidade de Ensino. 
"Meu nome é Aline Pavão e trabalho com turmas do 4º ano no CIEP Hildebrando de Araújo Góes (Pedra de Guaratiba, Zona Oeste) e quero incluir meu relato e dos meus alunos, para externar nossa satisfação em trabalhar com o Projeto Cientistas do Amanhã.
Tem sido muito gratificante o Projeto com meus alunos. É, realmente, incrível perceber como o interesse pelas aulas se trasformou depois das ações propostas... Eles esperam por cada aula de Ciências muito ansiosos por descobrir o que virá!!
A montagem da estação metereológica foi um sucesso; eles se sentem verdadeiros cientistas ao manipular cada instrumento e ainda mais importantes ao divulgar os dados coletados no Serviço de Metereologia do 4º Ano. Por isso são eles mesmos que, a todo instante, dão depoimentos satisfatórios, que não quero que fiquem restritos à minha sala de aula."
Obrigado, professora Aline, pelo ânimo que nos doa espontaneamente em seu relato, do qual nos beneficiamos com o entusiasmo que fortalece as nossas esperanças e prestigia os seus próprios alunos, divulgando as suas opiniões e vibrando junto com o sucesso de cada um com as Ciências.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Carta da Diretora Marilda Pereira Silva revela bastidores do Cientistas do Amanhã na E.M. Sampaio Corrêa e previsões para o futuro

Após tomar ciência do relato feito pelo Tutor Rolf Bateman para o Blog, a Diretora da Escola Municipal Sampaio Corrêa (Rio de Janeiro) interrompe suas férias e escreve um email, que transcrevemos abaixo, descrevendo em primeira mão, para nós, o "making off" do desenvolvimento do Programa Cientistas do Amanhã em sua Escola.

"Querido Rolf,
Muito lindo o que você escreveu! Fiquei emocionada com o seu relato e confesso que me senti muito orgulhosa de ser aquela mulher loura e de enormes olhos azuis que te recebeu... Ali, naquele momento, estabeleceu-se entre nós muito mais do que uma relação profissional, nascia uma grande amizade! Bom que o destino tenha te colocado em Senador Camará e, mais especificamente, na Escola Sampaio Corrêa!





Entrei no Magistério no ano de 1974 e, há 35 anos, dedico uma grande parte da minha vida à Educação. E, ao  longo desses anos, pude perceber que a satisfação de trabalhar com crianças me faz uma pessoa muito feliz!
Há 7 anos estou na Direção da Escola Municipal (08.17.039) Sampaio Corrêa, inserida numa área de risco e que possui uma clientela sofrida e muito carente.
Utilizo propositalmente a letra maiúscula para a escrever a palavra Escola, porque vejo que é nesse espaço onde os  alunos encontram todas as oportunidades e possibilidades de um crescimento sadio e promissor, para enfrentar as suas lutas, realizar os seus sonhos e projetar uma vida mais digna daquelas que eles possuem até então.
Por ser a Sampaio Corrêa uma Escola do Amanhã, tínhamos diante de nós alguns projetos a serem desenvolvidos e um deles, especificamente, causou um "tremendo reboliço" entre o grupo de professores, pois uma "tal" de SANGARI promovia uma capacitação aos professores justamente num sábado... E aí, então, tudo começou...
Ao encontrar com o grupo na segunda-feira seguinte pude perceber que as professoras se dividiam em suas opiniões: umas acreditavam e estavam muito entusiasmadas para o pontapé inicial; outras, porém, demonstravam claramente seus medos e inseguranças...
Recebemos, posterior a essa capacitação, o Tutor da Sangari, que acompanharia todo o desenvolvimento  do Projeto Cientistas do Amanhã na Escola; todavia o que mais me chamou a atenção foi o interesse do Tutor em conhecer a Escola como um todo: conhecer e entender outros projetos desenvolvidos, os espaços,  a clientela, a comunidade, todas as pessoas da Escola, enfim, saber em que terreno ele estaria pisando...
O primeiro contato oficial do Tutor com o grupo aconteceu num Centro de Estudos e, devo confessar, nesse momento, temi pelo desenvolvimento do Projeto, pois aquele grupo que apresentava uma certa resistência usou de muitos argumentos quanto ao pôr em prática, o que, até então, era apenas teoria. Foram momentos de angústia, convencimento, paciência, escuta e principalmente incentivo...
Recebemos os armários da CTC e com eles, toda aquela riqueza de material que fazia brilhar os olhares dos professores... Tudo bem que não era o de todos, mas com a paciência e boa- vontade do Tutor, por meio de várias visitas à Escola e também nos encontros de formação, uma nova mentalidade foi se delineando...
Chegou então o dia "D", o grupo de professores resolveu que iniciariam a Unidade I todos no mesmo dia e, então, fiz questão de, nesse dia, informalmente, passar em todas as turmas para fazer "um balanço" do que estava acontecendo... A sorte estava lançada! E o resultado me surpreendeu, pois todos os professores foram unânimes em relatar a tranquilidade, o interesse e o sucesso da primeira aula com os seus alunos.
Daí em diante, as próximas aulas foram se desenrolando naturalmente. A satisfação dos professores em perceber o interesse dos alunos e a possibilidade de vivenciar junto a essas crianças  as "suas" descobertas, foi e está sendo maravilhosa!
Agora, a partir do Projeto Cientistas do Amanhã, as aulas de Ciências são impulsionadas por um motivo e orientada para uma finalidade consciente, através da prática, do manuseio, do experimento, da crítica e da descoberta  e, é lógico, respeitando o processo de aprendizagem de cada aluno.
A partir do sucesso do Projeto já estamos nos mobilizando para algumas ações no espaço escolar, como Mostra de Ciências e um Programa de Monitoria para o próximo ano letivo.
Foi um desafio e vencemos!
Pois é, fico pensando "cá, com meus botões", que na Escola, assim como na vida,  são os desafios que movem todas as ações  e, enfrentá-los, não é privilégio de todos, apenas daqueles que acreditam, que amam, que ousam e que se lançam, valorizando-se e fazendo valorizar a  história de cada aluno.
Isso é Escola...e essa é a ESCOLA MUNICIPAL SAMPAIO CORRÊA!

Marilda Pereira Silva

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Professora Mônica Cristine do Ciep Posseiro Mário Vaz relata que Cientistas do Amanhã receberam o armário azul com brilho nos olhos

Para quem já começou ou está querendo começar e não sabe por onde, o depoimento apresentado pela professora Mônica Cristine, do Ciep Posseiro Mário Vaz, da zona oeste do municío do Rio, é mais uma pista e um incentivo para nos encher de orgulho. Acompanhe e veja se você, professor ou professora, não se reconhece na situação!
"Quantas novidades estão surgindo! Assim como a vida, que é dinâmica e está sujeita a constantes transformações e aprendizagens, também devem ser as aulas. E foi exatamente este sentimento que tivemos com a chegada do "armário azul". De repente, sentimos que muitas novidades estavam por vir - a começar pela mudança dos objetos presentes na sala.
Dias antes da chegada do "armário", conversei com os alunos sobre a proposta dos Cientistas do Amanhã. Os alunos receberam a notícia com entusiasmo, mas nada comparado ao dia em que o material finalmente chegou. Todos ficaram maravilhados, especialmente eu. Organizamo-nos em grupos para que todos pudessem ter algum contato com o que havíamos acabado de receber. A cada caixa aberta, mais brilho nos olhos... Foi um verdadeiro estado de euforia. Os alunos não queriam apenas ver, queriam tocar, organizar, interagir e perguntar. Mas perguntar muito...
Queriam saber para que usaríamos cada material; quando começaríamos; quando colocaríamos - literalmente - a mão na massa.
Combinamos que, assim que acontecesse a Prova Brasil, desenvolveríamos o projeto, uma vez que estávamos completamente assoberbados com os descritores envolvidos em tal avaliação. Tive medo que tanta novidade confundisse a cabecinha deles, mesmo sabendo e acreditando no trabalho interdisciplinar como forma mais abrangente e eficaz de aprendizado.
Porém aconteceram imprevistos. A Prova Brasil foi adiada e vimos que precisávamos de uma atitude imediata. Não podíamos mais esperar. Então, coletivamente, decidimos: nosso projeto de trabalho do quarto bimestre será pautado no programa Cientistas do Amanhã, que contempla de forma ampla e interdisciplinar as orientações curriculares definidas para o período pela Secretaria de Educação.
Combinamos, também, que faríamos um blog para registrar e divulgar esse novo caminho. Para essa criação, contaremos com a ajuda do professor Vagner Lúcio, que é fera em ferramentas da internet e já se propôs a nos ajudar. Nesse caso, mãos à obra!"
Parabéns alunos e professores do Ciep Posseiro Mário Vaz, da 10ª Coordenadoria Regional de Educação, que com o entusiasmo dos seus mestres estão percorrendo um caminho novo, mas seguro, que é o trabalho com o "Cientistas do Amanhã".
Os seus olhos brilharão muitas vezes, pois muitas experiências com o conhecimento serão vivenciadas nesse caminho. Contem comigo e com todos os nossos colaboradores.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Professores e Alunos da Escola Municipal Sergipe transformam ambiente escolar com Cientistas do Amanhã

Amigos, vejam só que depoimento lindíssimo da Linda Mass sobre o projeto Cientistas do Amanhã na E.M. Sergipe, em Vicente de Carvalho, da 5ª Coordenadoria Regional de Educação, que nos emocionou com "a alegria que contagiou professores e alunos na aplicação e utilização dos experimentos na aula de Ciências". Vale a pena ler até o final... 
"Como já sabe, iniciamos nosso Projeto oficialmente no dia 19/10. Nosso planejamento compreendia a princípio 1 aula semanal, mas já na primeira semana houve professor realizando 2 aulas. Confesso que não acreditava que haveria uma adesão tão efetiva por parte do grupo, já que, como Escola do Amanhã, nossa rotina ainda está um pouco tumultuada. Porém me sinto na obrigação de registrar a alegria que contagiou professores e alunos na aplicação e utilização dos experimentos na aula de Ciências. Havia uma sensação de tranquilidade que não combinava em nada com a rotina de violência da comunidade.
Nossa professora de Sala de Leitura me disse que a Escola estava diferentemente linda naquele dia e ao visitar as salas entendi... Os alunos, literalmente, com as mãos na terra, água, sentindo o ar e descobrindo a distância entre o sol e lua. Fiquei em êxtase!!! Há muito não via meu grupo se divertir tanto em uma aula. Eu mesma (que não participei da capacitação, e isto é um protesto!!!) me peguei perguntando às crianças o que elas percebiam e estavam descobrindo na aula. Todos os grupos queriam mostrar o que tinham achado na terra, que o ar estava na esponja embaixo d'água... enfim... até a frustração o 5º ano que não conseguiu realizar seu experimento pela falta de claridade solar (acho) foi contagiante.
Mas o fato que mais me emocionou, aconteceu na entrada do segundo turno. Temos um aluno de oito anos que sofre de depressão, e que em dias de conflito não comparece à aula. A professora já tinha dado a primeira aula e, por conta da doença, ele perdeu. Algum colega comentou com ele que tinha sido muito legal a aula daquele dia. Então, ao avistar o Gabriel, como é de costume, abracei-o e disse que estava com uma ótima aparência naquele dia. A mãe imediatamente me falou (vou reproduzir a fala da mãe para que vc perceba a importância do que ela disse): "Ah, Tia! É por causa de um cientista que agora tem na Escola e não sai da cabeça dele." (rsrsrs) Bem André, acho que nem eu, nem vc, nem a equipe que criou o Projeto acreditava que podia chegar tão longe, não é!?!
Não pense que tudo são flores, ainda estamos apanhando na utilização do material, e no fim do dia os professores nem falavam... Mas vale a pena! "
É ou não é um testemunho cativante? Com certeza, é cativante e estimulante.
Parabéns, professores da Escola Municipal Sergipe, que, com entusiasmo total, apostaram numa alternativa pedagógica que já está refletindo no desempenho acadêmico de seus educandos. Nem tudo são flores, como bem lembrou Linda Maas, porém o relato dessa experiência é pista para novas atividades e referência importante para outras escolas.
Em sua Escola, o projeto começou pequeno e está se ampliando cada vez mais, graças à adesão do maravilhoso grupo que contagia e mobiliza diferentes crianças da comunidade escolar para a experiência científica!